NEGRINHA (Monteiro Lobato) Negrinha era uma pobre órfã de sete anos. Preta?? Não. Fusca, mulatinha escura, de cabelos ruços e olhos assustados. Nascera na senzala, de mãe escrava, e seus primeiros anos de vida, vivera-os pelos cantos escuros da cozinha, sobre farrapos de esteira e panos imundos. Sempre escondida, que a patroa não gostava de crianças. Excelente senhora, a patroa. Gorda, rica, dona do mundo, amimada pelos padres, com lugar certo na igreja e camarote de luxo no céu. Entaladas as banhas no trono uma cadeira de balanço na sala de jantar, — ali bordava, recebendo as amigas e o vigário, dando audiências, discutindo o tempo. Uma virtuosa senhora, em suma — "dama de grandes virtudes apostólicas, esteio da religião e da moral", dizia o padre. Ótima, a D. Inácia. Mas não admitia choro de criança. Ai! Punha-lhe os nervos em carne viva. Viúva sem filhos, não a calejara o choro da sua carne, e por isso não suportava o choro da carne escrava. Assim, mal ...
Olá, professor. Uma atividade bem parecida com essa está disponível no site "se liga" da SEE -MG, material MAPA do sétimo ano 2024. Se não foi você quem elaborou o MAPA, a SEE-MG te plagiou.
ResponderExcluirhttps://drive.google.com/file/d/1KLlO2XCNHouWId2XWPg2VDDKbioHNSix/view
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